Encontre aqui e compre Super Size Me – o documentario que fez uma empresa de fast food pagar 45 milhões de dólares pra limpar sua barra


Morgan Spurlock, impulsionado pelo movimento de cinema independente que veio à tona com o sucesso de bilheteria de Michael Moore, documenta a cultura norte-americana do fast food e os efeitos físicos e mentais que ele provoca. O diretor passou trinta dias a base de hambúrgueres, batata frita e refrigerante. Ingerindo cinco mil calorias diárias, ele foi sua própria cobaia no combate à rede McDonald´s. O experimento rendeu a Morgan onze quilos, além de problemas psicológicos e de saúde, que foram monitorados por três médicos antes, durante e depois do processo. Apesar dos indesejados problemas adquiridos, o diretor conquistou o posto de quarto documentário mais visto da história do cinema, além de provocar mudanças na maior rede mundial de fast foods, que aboliu o tamanho super size (gigante) e passou a imprimir os valores nutricionais dos lanches. 

O espectador é constantemente surpreendido com a análise de Spurlock do procedimento de marketing e vendas da indústria alimentícia, que trabalha para deixar o consumidor acomodado e passivo. Começa na infância. As crianças são seduzidas através dos brinquedos que vêm nos lanches, doplayground com piscina de bolinhas, das canções infantis, e também do desenho animado da turma do Ronald, que passa na TV. Com os pais não é diferente, são atraídos pela praticidade e comodidade que esse tipo de restaurante oferece, além de terem os filhos entretidos com os brinquedos e supervisionados pelos funcionários. A má alimentação está presente igualmente nas escolas, que oferecem cardápio rico em calorias e gorduras, colaborando para um futuro de diabetes, obesidade e alto colesterol de milhares de jovens. E é devido aos maus hábitos alimentares, que já são costume antigo do cidadão norte-americano, que os Estados Unidos são o país com o maior numero de obesos do mundo. 

O grande sucesso de “Super Size Me” gerou polêmica e abalou a maior rede mundial de fast food, rendendo a Michael Moore, outro grande especialista desse estilo sarcástico de documentário, 45 milhões de dólares. Ele, que ficou reconhecido em todo o mundo por criticar o american way of life, é hoje o garoto-propaganda do McDonald´s. Pagando esse obeso cachê, a empresa fechou contrato com o cineasta por dois anos, com o objetivo de contra-atacar a má publicidade que vem sofrendo desde o lançamento do filme. Não é à toa que a companhia quer limpar sua reputação: o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário e Morgan Spurlock ganhou o prêmio de Melhor Diretor de Documentário no Sundance Film Festival. 

(Márcia Pavese, para o Cinestese)

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